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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A dança volta. O corpo pesa. Seu rostinho. Suor, o corpo dói, memória; seus olhinhos. Retomar-Prazer-Culpa. Sentidos, procurá-los também é reconhecer, perder, falar. Me afirmar contradição; seu cheirinho. Seu sorriso que é quase gargalhada: eu-vontadedechorar. Suor. Meu peito te chama. Meu calor projeta sua imagem. Resgatar o corpo, mas o corpo está, já estava, e sua imagem sempre aqui, junto ao corpo, junto. Você que dançou em mim, agora é infinita dentro. Meu corpo é leite e suor. Amor. Meu corpo somos nós. 💜

💜
jkjjj

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

domingo, 31 de dezembro de 2017

Sobre 2017.
Eu tento resgatar essa sensação, reviver a primeira olhada e, com ela, , , .
À parte o cansaço. As horas que foram muitas, que começaram a ser contadas desde alguns dias antes, que viraram o dia, que atravessaram plantões. À parte a dor, a analgesia. As coisas sobre as quais eu ainda não consegui escrever.
A presença absoluta do seu pai, vivendo junto, me dando as mãos, os olhos, o chuveiro, as palavras, o amor.
Até ver seu rosto pela primeira vez e pensar que era você que estava aqui dentro o tempo todo! Oi!! Oi!!! Oi!!! E como é linda, e como é linda. Claro que era você. Oi!! Oi!!
Esse foi o ano dela, e a chegada dela tornou esse pra sempre o nosso ano.
Violeta, VioleTita, são 84 dias te conhecendo e a vida inteira pra tudo que virá. Feliz ano, feliz vida pra nós. Amor. 💜💜
   

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Sob a planta tem uma raiz de sangue e carne, essa parte que foi nossa, dela e minha, e vai continuar sendo alimento. Brota infinita. Feminina.
   

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

De nós para nós, somos 3 nesse ciclo-círculo de cuidados e amor. O que sabemos, o que não sabíamos que sabemos e tudo que só vamos saber sendo.
Uuuuuuhh, caretas, sono, casa, dor, lágrima, gestos, ritmos, idiomas, músicas, massagens, leite, caminhaditas, a presença brotada dessa semente-flor-gente que parece que esteve sempre aqui. As construções das nossas escolhas. Os olhos grandes desde a chegada.
Um mês. Dois anos. Amo vocês.
Os oitos são tempo e o infinito. 💜💜💜
   

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Para minha filha. Para que você saiba que a espera é desde tanto. Que talvez eu tenha dito poucas palavras desde que você virou organismo que respira dentro do meu, sangue que compartilhamos, pulso, forma, pequena pessoa em movimento de vida. Quando você se tornou existência, um pouco eu emudeci. Acho que emudeci de grandiosidade e incompreensão. Por tentar apreender o significado de um fluxo tão natural quanto impalpável, do tamanho do que não cabe no entendimento. Eu inteira dilatando, você crescendo, você me crescendo, você mexendo nas cores do meu corpo, na minha respiração, no meu estômago, nos lugares, nos estados, nas expectativas, nos choros, nos sustos, nas ternuras, nos medos, nos tempos, nos pesos, nos apegos, nos espaços abertos pra te receber. Seu rosto surpresa e você tão presente, tão guardada, tão revelada em cada empurrão, soluço, onda, passagem, em ser, você que quase escondida já é como se sempre tivesse sido, você que tudo tão rápido. Eu olho pra fora e espero que você sempre simplesmente seja. Que os desejos que te preencham sejam os seus, e que eu saiba te olhar muito e profundamente. Que do mundo às vezes tão diferente da sua potência de vida surjam mobilidades, germinação de cores, que o mundo respire melhor para e com você, que vem na intensidade que é ser mulher. Aqui, presente e futuro se fundem numa dimensão mista. O que será já está sendo, enquanto hoje acontece o que é, ao mesmo tempo, projeção. Vio, Tita, é tudo novo, eu nunca soube, você talvez saiba, eu que consigo nomear tão pouco me divido em muitos feixes de sensações translúcidas. Você e eu só temos a certeza de que em breve seremos o que ainda nem alcanço, seremos olhar, toque, cheiro, seremos novo ciclo. E outros. E infinitos. Quando você souber que é a hora, vem mergulhar, Violeta.
                       

domingo, 14 de maio de 2017

segunda-feira, 10 de abril de 2017

sábado, 8 de abril de 2017

Hoje nós dançamos - e falar assim no plural nunca fez tanto sentido. Dançar hoje era continuar-a-estar. Lembrar no corpo o porquê. Não só por hoje, e não é pra falar de hoje e só, é por tudo, pelo que se quer desmontar por fora, pelo que se tenta esfacelar, e aí cada encontro é maior, cada poro aberto os nossos e os outros, cada um, cada mais um, cada outro. Terminou com poesia forte pausa silêncio. Pro pequeno desconhecido ir e rir e girar no espaço vazio, inteiro ele grande de tão pequenininho, e então já não terminava de novo, pra continuar.
 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Com as dúvidas e escolhas todas.
Com tempo e respiração.
Com o cansaço.
Os extremos.
As vontades nubladas.
O movimento.
Com encontrar e esconder, com estar e sair.
O espanto.
Aconchegos.
Com alguns espaços de nada.
Com encontrar preenchimentos.
 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

mesmo que rápido . mesmo que trampo . mesmo que tanto tempo depois . mesmo que tão pouco tempo agora . é mesmo sempre . vocês são resgate . amor .
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Parecia com janelas fechando. Ventan(i)as batendo, ar denso e massivo, visão nublada. Voz muda e balbucio. Ininteligível, sombria. Em-n-volta e dentro, ar espiral. Uma voz sussurra para a outra; uma leva, a outra traz. Uma voz diz, a outra pensa. Uma voz pensa, a outra está. De voz em voz, de grito em sussurro. Volumes. Janelas entreabertas, vozes nas janelas.
 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Esse manco que somos todos nós sempre que falta, sempre que suspendemos para saber algo antes de ir. Essa pele que desvestimos pra voltar a caber-nos, dentro e fora da luz, por dentro ou ao redor das sombras. Também somos feitos dos espaços que ocupamos, das calçadas que pisamos, das figuras que trançam os lugares, dessas noites múltiplas como os lados de dentro e desses dias muitos como tantos nós. De repente um flash deflagra. Um black-out também. Caminha, caminha, cava. Encontrar também é continuar procurando. Deixamos. Insistimos.
   

quarta-feira, 20 de julho de 2016

yo escribo en mal español,
con un tartamudeio en su idioma,
mientras espero su retorno,
y recuerdo su voz,
mi cantante por el mundo,
te mando besos del otro lado del mar,
que van corriendo a su encuentro,
para decirte que yo te quiero,
te extraño,
y me haces falta, mi amor, mon amour...
 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Esses oitos, dois, deitam-se e ganham a dimensão sem margens. As curvas despontam encontros, deslizam juntas no ciclo circular. Colorem, os redondos. Tocam, são sentidos. Atemporais; cronologias são só partes de tudo. Desdobre-se em espirais (mil)tiplas. Dale!
 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Se é buraco ou excesso, corda-bamba ou montanha russa, essas ondas não sabem dizer. Querer contornos, contornos, deixar vazamentos, aproximar assim. Fazer do que é quente, presença, do que é cheiro, laço. Ar ao peito e remodular. Saber o caos, refazer e manter calor.