quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Que quando o corpo precisa voltar parece que vai saltar em inúmeras estranhezas.
 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O Estado de São Paulo chancelou o reacionarismo com honra ao mérito. Não que eu esperasse diferente. Mas quando a coisa se confirma tem aspecto de filme de terror.
   

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Como certa nostalgia do um-só. Profusão de tanto, dias longos, ruidosos. Anonimato em olhos íntimos. Repetidamente essa imagem das paredes-quais-forem se dissolverem tão mais rápido do que se erguem. Um espaço que é sempre ficção tanto quanto sempre não é. Suor quando assim, tem cor. E aí suspensão. Pausa que segue respirando.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

da matemática avessa moto-contínuo, da preservação do latifúndio urbano, da lógica reacionária repressora opressora, do chefe lívido imundo de sangue fumaça e abuso, da polícia alienada, da perversidade atrocidade truculência e os sinônimos insuficientes, da explosão alheia do outro-si-mesmo, do transbordamento da estupidez humana.
   

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ele no metrô, com cara de 60: - tenho 80 anos! Tem que trabalhar, se não, fica velho. Eu sou só idoso. -
 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

hoje aclimação nostálgica, de saudades antigas, de coisa de criança, cachorro e canário, de bairro de avós, bicicleta e lago de abacate, no tempo que voltou com jeito de um susto, como quem escapa e diz que o que foi não deixa mais de ser.
   

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Ansiosa, baqueio como diluído enlace, feito gesto. Hoje intuo já linhas muitas, nonsenses, obcecadas, percebendo quase ridiculamente situações tensas, únicas, vidradas. Xaropes ziguezagueantes.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Uma a uma sobrepõem-se pétalas, galhos abraçados, cores trabalhadas em tessituras de olhar, falando do encontro por todas as madrugadas. Os olhos dorm'escapam, como quem diz senta aqui que eu tenho uma história pra você, ouve. Aduba o tempo de dentro do desejo até chegar. Nesse canal de florescer pulmões brota uma estrada para ninar as palavras que tem forma de gente.
 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

sábado, 12 de julho de 2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Deixa vazar compulsivamente toda lacuna desse espaço contrário, tempo ágil, abrigo solto.
 

terça-feira, 1 de julho de 2014

longe já sabia há tempos mas aquela mania que encolhia de ver distante o que não era tanto alguma terra de outro som das gentes de outro jeito e a mesma lua antecipa as montanhas para olhares fundos em cores - dentro de pressas calmas urgências, poesias palavras corpos e batismos de nascer.
   

domingo, 22 de junho de 2014

O meu amor é acolhimento e ar, para que a distância seja inversamente proporcional ao laço.
 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

quando quase bom, mas quando pior, porque. quando quase pior, mas quando bom, porque música.
 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

 
Todo apoio à greve que reforça que o poder de parar a cidade está nas mãos de quem trabalha todos os dias para fazê-la andar. Não que isso não seja sabido, há tempos, inclusive pelo nosso excelentíssimo governador. Mas é sempre bom que o caos faça lembrar.
 

sábado, 31 de maio de 2014

   
Como se ninguém soubesse o que se passa. Como se fosse outro dia da semana. Como se a regra (regra?) fosse mais importante do que tudo. Os sons ganham um certo emudecimento, ar de ficção, de irrealidade. Eu ganho uma certa solidão. E recortes de imagem enquadram-se por si só, pedindo registros.
Quase que em uma outra dimensão, a cidade que fala durante o meu silêncio é maior e um pouco destacada de mim.
 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

domingo, 27 de abril de 2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

se não fosse impulso contido, porção minúscula de água espreitando na borda, essência de gente olhando pra algum lugar, um espaço feito tela, um espaço feito projeção, feito desejo, feito pulso, feito incógnita, feito ar - que falta, seria outro dia.
 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

terça-feira, 1 de abril de 2014

sábado, 29 de março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

Porque falar de amor era pouco, falar de tudo era pouco, falar de dentro era assim.
Saltar de mãos dadas impulsiona o voo. 
  

quinta-feira, 13 de março de 2014

Do que reconhece, do que aperta, do que salta. Dos dias invernais, das multidões que desaparecem, das madrugadas que olham. Do riso fácil, da lágrima histérica, de tudo que é grande, pequeno e ridículo. Dos sustos. Das luas que iluminam raízes.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Hoje, tarde, um vendedor ambulante perseguido por dois policiais, alcançado, jogado de frente para uma parede, a 10 metros de mim. Hoje o vendedor estraçalhou no chão todos os óculos de cabeça pra baixo, como: em cima disso vocês não levam nada. Hoje o mesmo vendedor lançado com insistência na parede enquanto mostrava os documentos. Hoje a joelhada de um interrompeu-se no ar, a mão do outro preparou o cacetete. Hoje, noite, dois policiais outros-como-se-os-mesmos, na esquina, agrediam um homem bêbado. Hoje um homem era acuado pelos dois policiais outros-como-se-os-mesmos por estar bêbado. Hoje outro homem bêbado fumava deitado na porta de um bar. Hoje a cabeça dele pra dentro, as pernas pra fora, os dedos pra cima olhando a fumaça. Tem dias como o de hoje, em que os ciclos espantosamente se completam.
   

segunda-feira, 3 de março de 2014


e eu me encanto por mergulhar por dias seguidos nessa escuridão cheia de iluminadas revelações. Aí quando o dia é assim, tão claro, fica faltando um tanto de neon amarelo.
    

domingo, 23 de fevereiro de 2014

 
Aconteceu alguma coisa na última madrugada. Eu não sei bem o que é, mas aconteceu.
 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014


porque se quero o colo esse, se preciso do abraço tempo, se ouço os olhos uns, se é o cheiro aqui, durmo nos braços já, e digo os desejos tais, choro as palavras tantas, e sorrio o tempo muito, e é.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

para a água e as palavras - as que se diz, as que se ouve, as que se escreve -, que impulsionam em mim aquilo que não pode deixar de ser.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sem ver ficha, nem avaliação, me colocou nos choquinhos.
- Pra que são os choquinhos?
- Pra aliviar a dor antes de passarmos pros exercícios.
- Entendi. É que hoje eu não estou com dor.
- Uhum.
...
(segunda série de choquinhos. Nenhum exercício)
- Está liberada por hoje.
E viva o diálogo surdo na medicina moderna.
 

domingo, 26 de janeiro de 2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

domingo, 19 de janeiro de 2014

e o tempo iria até ali atrás promover uma conversa entre mim e eu mesma, como se fosse possível não reconhecer-me nos olhos, como se fosse possível reconhecer-me no olhar, como se dormir ao lado de mim guardasse o tempo para não vê-lo passar.

    

sábado, 18 de janeiro de 2014

e a expressão congela . espalhar é necessidade . explodir é desejo .
encantar é presente . atravessar é de dentro . encontrar é fusão.