De branco, para a noite de muitas cores. Eu fui com menos medo daquele escuro. Cheguei mais distante. Algo entre presente e história naquela energia me sugou de volta. Chorei tão forte quanto. Agradeci de novo, diferente e sempre. Voltei sob um céu de luz quase cheia e estrelas que só ali. As palmas ecoam ainda. Eu também.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
sábado, 19 de novembro de 2011
Há um ano cheguei perto dessas energias pela primeira vez. Perto de corpo, olhos, lágrimas, ouvidos, desejos, curiosidades e arrepios presentes. Ainda alterno sobre como meu coração e meu pensamento tocam nisso mas, surpresa e impressionada até hoje, tenho algum vínculo gravado para sempre nesse universo de outros nomes.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Noite/madrugada. Eu-clara, estrada ainda escura; encontrar som, movimento, calor e mais algumas interrogações. Vou a fundo no espelho solitário e silencioso, sou o espaço de cá. Redescubro o sentido do medo num recorte de percurso curto, alongado pelo abismo atrás e na frente que traz realidade para a relatividade do tempo. Atravesso. Chuva fina para o barro nos pés; nas batidas ao longe reconheço mais um retorno entre os cantos de nomes lindos que me aproximam. Observo como quem procura algum esboço de certeza, um só que seja, uma afirmação pequena que responda sobre. Dessa vez, o que quase escorre transparente é o não saber - além do som que retorna quando traz consigo quem fez a ponte entre um desejo e sua concretude impressionante. Do espanto, sei que observo os olhos fechados, abertos, entreabertos, as vozes e tudo o que me causa uma diversão desconfortável; brigo com minha própria desconfiança, sorrio amarelo porque discuto com o que enxergo. Os olhos podem dizer de quem está dentro deles? Talvez pudessem antes, mas nem eles são capazes agora. Vidas reais que tem alguma aparência de uma ficção estranhada. Se ver não basta mais, como escolho sentir? Minhas mãos ocupadas de doces, há pedidos, ordens, idiomas, funções e uma lagoa indefinida. Não consigo conjugar em terceira pessoa. Quem fala comigo? Confundo-me entre sensação, pensamento, sugestão, explicação, eloquências, imagens, realização, situações, nomes, conceitos, metáforas, alegorias; destaco-me do planeta e olho de fora essa brincadeira ingênua criada para que façamos disso, e de nós mesmos, algum sentido. Volto e quero entender esses mergulhos profundos. Entre compreender, duvidar e fundir, são inúmeras viagens de ida e volta em espiral. Amanheceu, e minha cabeça e corpo que não dormiram acordam junto com o dia emendado no anterior. Eu-clara, eu-interrogação.
domingo, 26 de junho de 2011
Que imagens passam por dentro dos olhos que parecem ver mais fundo? Eu, no mais branco do que antes. Estrada, banho, bacia, saudação e cheiro, apreensão. Panos saias cabelos, uma forma que parece não me caber mas está aqui, eu tão fora do ninho quanto dentro dele. Bicadas de costas de álcools vários, fumaças, mais trocar do que absorver. Volta em mim a timidez da menina que está ainda guardada tão perto de hoje, algum receio incompreendido. São sons gigantes, danças e danças e brasa que se apaga na palma da mão, seguida do gesto-presente que abre fendas para os olhos molharem buscando leituras. Festa, festa, ouço algo sobre semente, sobre início, sobre começo. Sou levada aos pés da energia-gente-homem, é noite/dia de encontrar quem !!, realização imensurável. Assumidamente em muitas lágrimas - ainda - porque o inesperado, quando concreto, é ao mesmo tempo o que há de mais próximo e mais distante em mim. Meus pés e palmas aos poucos soando também. Eu não sei responder, ainda olho. Neblina e risco, sono coletivo que passa uma rasteira nas horas curtas. Amanhece onde me parece ser um universo suspenso. O retorno é quase meio do outro dia. À minha irmã-anja, obrigada por abrir caminhos, mesmo que eu não saiba bem onde me encontro entre tantos olhares.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
branco retorno . pés no chão . reencontro . corte outro e outros . vinho água . tempo espera . cheiro . ritual . linda verdade intensa . chão cantos vozes condensadas . água nos olhos . suor observação .
um de novo que é sempre diferente, visualizo vontades e guardo flores de olhos fechados preenchidos de devir.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A imagem tem sido assim difusa, cheia de cor e sem rosto, um pouco disforme. Mas de repente aponta em mim aquilo que é próprio e indiscutível, envolto em dourado maternal, e me mostra nos fatos ter participação tão complexa quanto tranquila. Como fui parar lá e por onde ainda andará essa curiosidade? Preciso procurar palavras para aquilo que me rodeia, e gostaria de viver na geração distante que nomeará, talvez com precisão, essas forças reais, na concretude de sua imaterialidade.
A imagem tem sido assim difusa, cheia de cor e sem rosto, um pouco disforme. Mas de repente aponta em mim aquilo que é próprio e indiscutível, envolto em dourado maternal, e me mostra nos fatos ter participação tão complexa quanto tranquila. Como fui parar lá e por onde ainda andará essa curiosidade? Preciso procurar palavras para aquilo que me rodeia, e gostaria de viver na geração distante que nomeará, talvez com precisão, essas forças reais, na concretude de sua imaterialidade.
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