terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Um objeto de cada vez, pegava da mão de alguém, colocava no bolso, muitos. O sorriso intermitente durante isso que durou muito tempo. Talvez mais de 60 anos, talvez muitos a menos com a diferença envelhecida na rua. Só calça. Não tinha camisa, não tinha sapato. Pra quem via com olhar óbvio, não existiam objetos também, nem quem os entregasse. Pra ele que via mais, existia tanto que se despediu agradecendo com tapinha nas costas de ar. Alguma imaginação quase infantil, que seria bela se não fosse delírio. Ou era bela, embora delírio. Ou seria delírio, se não fosse verdade.
 

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